L's profileLuzinete SantiagoPhotosBlogListsMore Tools Help
    11/22/2009

    Vacinas não rotineiras

    Para prevenir doenças de alta gravidade, recomendo as seguintes vacinas. Elas são encontradas somente na rede particular ou são aplicadas em Unidades Públicas de Saúde em condições especiais.

     

    o  VARIVAX® ou VARILRIX® – contra varicela (=catapora), é indicada a partir de 1 ano (qualquer idade).

     

    o  HAVRIX® - contra Hepatite A: a partir de 1 ano (qualquer idade).

     

    o  ANTI-PNEUMOCÓCICA – previne doenças causadas pelo pneumococo (meningite, pneumonia, otite, sepse, etc.). Indicada em crianças a partir de 2 meses, em qualquer idade. Abaixo de 5 anos, indica-se a PREVENAR; acima, a PNEUMO23.

     

    o  MENINGETEC ou   NESVAC – previne doenças provocadas pelo meningococo tipo C (meningite e meningococcemia): indicada a partir de 3 meses, em qualquer idade.

     

    o  ANTIGRIPE – indicada para crianças a partir de 6 meses, adultos com doenças do coração, pulmão, rins, baixa imunidade, diabético, hemoglobinopatias, esplenectomia, idosos. A primeira dose deve ser aos 6 meses, repetindo-se a cada ano, nos meses de março a julho.

     

    o  ANTI-HPV – previne câncer de colo de útero, que é provocado pelo vírus HPV: indicado para meninas a partir de 9 anos de idade (até 26 anos).

    10/17/2009

    Desenvolvimento da Visão

    OFTALMOLOGIA

     

    1. Desenvolvimento da visão:

    • 30s IG: reação pupilar à luz.
    • 34s IG: reflexo de fixação presente.
    • Ao nascer: fixação visual presente.
    • RN: segue objetos deslocados vagarosamente na horizontal; acuidade visual 3%; no rosto humano, percebe olhos e boca, a 30 cm dos olhos.
    • 1m: reação pupilar à luz bem desenvolvida; preferência por altos contrastes, figuras preto e branco, figuras geométricas simples.
    • 2m: fixação bem desenvolvida; acompanha na vertical; pisca os olhos como defesa; mais interessado em objetos novos.
    • 3m: acuidade visual 10%; campo visual 60°; olha as mãos.
    • 6m: acuidade visual  semelhante à do adulto; campo visual 180°.
    • 9a: completo desenvolvimento visual

     

    2. Deverá ir ao oftalmologista

    $ Rn gravemente doente e portador de infecções congênitas: toxoplasmose, sífilis, rubéola, citomegalovirose, herpes simples, etc.

    $ Portadores de anomalias congênitas múltiplas e suspeitos de aberrações cromossômicas.

    $ Rn muito prematuros, com peso < 1 500g. Se > 1500g, com uso de oxigênio por mais de 58 horas.

    $ Rn com estrabismo constante.

    $ Rn com suspeita de glaucoma congênito.

    $ Rn com suspeita de catarata congênita.

    $ Rn com suspeita de retinoblastoma.

    $ Rn com suspeita de oftalmia neonatal.

    $ Ptose palpebral congênita severa.

    10/7/2009

    Alimentação no Primeiro Ano de Vida

    ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA

     

    O aleitamento materno deverá ser exclusivo até o 6o mês de vida. O leite materno é capaz de fornecer todas as vitaminas, proteínas e sais minerais para o seu bebê. Além disso, hidrata bem, sem necessidade de água nem chá; e, ainda, protege contra várias doenças.

     

    Aos 6 meses, pode começar a introduzir:

    Þ      Suco de frutas 1 vez ao dia (entre 9-10 horas);

    Þ      polpa de frutas uma vez ao dia (15 ou 16 horas);

    Þ      papa de legumes no almoço (entre 11-12 horas);

    Þ      iniciar jantar aos 7 meses (entre 17-18 horas).

     

    Observações:

    ©       Dar o peito após cada refeição.

    ©       Não há nenhuma fruta nem verdura contra-indicada.

    ©       Aos 12 meses iniciar gema de ovo.

    ©       Os novos alimentos devem ser dados e aumentados aos poucos até deixar resto.

    ©       Se for necessário dar outro leite, oferecer as fórmulas adequadas ao primeiro ano de vida, tipo Nan IÒ, Nestogeno IÒ, etc.

    ©       Não dar mamadeira dormindo. Evitar refeição noturna.

    ©       De 8 a 12 meses deve começar a comer sozinha com a ajuda da mãe.

                   

    Com um ano de idade pode comer tudo o que a família come, desde que bem amassado ou em pequenos pedaços, sem muito condimento.

                                  

    Sucos (a criança pode receber suco de qualquer fruta ou legume):

    à       Como oferecer à criança: no 1o. dia, dar 5-10 ml, aumentar 5-10 ml por dia até atingir o volume que sustenta a criança. Evitar adição de água ou adoçante, principalmente açúcar branco. Se necessário, usar mel, melado ou rapadura.

    à       Laranja e limão: espremer e coar.

    à       Outros (maçã, cenoura, beterraba, couve, etc.): bater no liqüidificador e coar.

    à       Efeito laxante (que “solta” o intestino): laranja, ameixa preta, mamão, beterraba, couve, tomate, etc.

    à       Efeito obstipante (que "prende"): caju, maçã, pêra, etc.

                                  

    Polpa de frutas:

    *      Banana, maçã, pêra, mamão, abacate, goiaba, etc. A princípio, qualquer fruta é permitido.

    *      Iniciar com a quarta parte da fruta e aumentar um quarto a cada 2 dias, até a criança se satisfazer. Oferecer amassadinho. Se precisar adoçar, usar rapadura, melado ou mel.

                                  

    Sopa:

    Þ      Ingredientes (usar regra: um alimento de cada cor – até 5):

    §  1 cereal: arroz, fubá, macarrão, aveia, trigo, farinha de soja;

    §  1 legume: chuchu, cenoura, beterraba, batata, abóbora, vagem, etc.;

    §  1 verdura de folha: couve, repolho, agrião, alface, folha de beterraba, folha de cenoura, etc.;

    §  l vegetal feculento: batata, cará, inhame, mandioca;

    §  50-100g de carne (pode ser qualquer tipo de carne) ou vísceras (fígado, rim, coração , etc.), picadinho (melhor de frango) - carne ou vísceras devem ser introduzidos na sopa alguns dias depois;

    §  temperos (usados em pequena quantidade): tomate, salsa, cebola, alho, cebolinha, óleo, manjerona, manjericão, coentro, etc.;

    §  1 leguminosa: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, etc.;

    §  1 litro de água.

    Þ      Modo de preparo: Preparar em panela de ferro. Cozinhar os ingredientes até amolecerem e restar pouca água. Amassar bem. A espessura deve ser aumentada de acordo com aceitação da criança.

    Þ      Modo de oferecer à criança: dar com colherinha. No primeiro dia, dar um quarto do prato. Aumentar a quantidade aos poucos, até comer à vontade.

    Þ      Observações:

    {  nunca bater no liqüidificador;

    {  engrossar a sopa aos poucos, para que com um ano ela seja apenas amassada;

    {  acrescentar gotas de limão à sopa;

    {  não colocar sal.; 

    {  nos intervalos das refeições oferecer água;

    {  se recusar sopa:  aumentar intervalo entre o suco e a sopa; diminuir o volume do alimento de manhã; amassar um pedaço de banana com a sopa; variar o paladar.

     

    Complementos:

    a)    Vitamina D – produzida pela pele a partir do banho de sol, para fortalecer os ossos.

    b)    Flúor - protege contra as cáries. Se a água não for tratada, o médico deverá prescrever.

    c)     Ferro - Evita anemia. Os bebês que não recebem leite materno iniciam com 1 mês. Os que são amamentados aos 6 meses.

                   

     

    ATENÇÃO => Usar em pequena quantidade: açúcar (favorece a cárie dos dentes), sal (provoca pressão alta), gordura (leva a obesidade) e industrializados (não têm nutrientes, contêm muitas calorias e são caros).


    Fontes:

    1.      Apostilas do curso de Medicina da  Universidade Federal de Uberlândia - Unidade de Puericultura - 1981.

    2.      Alimentação na Nova Puericultura. - Ped. Mod. Vol. 32, No. 5 - ago./1996.

    3.      Jornal do I Congresso de Gastroenterologia Pediátrica do Centro-Oeste - Goiânia, agosto de 1994.

    4.      Alimentação da Criança - J. Ped. Jul./1985.

    5.     Criança é vida. Alimento  e carinho: a base do desenvolvimento. Schering-Plough (folheto).

    6.     Crescendo com saúde - Projeto - 1998 – SBP

    7.     Revista Paulista de Pediatria – Vol. 16 – No. 2, Jun./98

    8.     Desenvolvimento de Criança não é Brincadeira- Folheto Medley 1999.

    9.      “O espinafre” – Ed. Especial – Medley, 1995

    10.  Súmula-Radis 80, Abr/2001, Publicação mensal do Instituto Fiocruz.

     

    9/27/2009

    Problemas Respiratórios

    Problemas respiratórios: prevenção e cuidados básicos

     

                Os problemas respiratórios são muito freqüentes e comuns nas crianças pequenas, principalmente naquelas  menores de 2 anos.

                Alguns cuidados básicos ajudam a prevenir este tipo de problema, que na sua maioria são simples e de fácil tratamento. No entanto, os problemas respiratórios podem se agravar.

     

    ü  Os ambientes da criança devem estar sempre limpos e arejados. A fumaça de cigarro, o pó e a umidade pioram os problemas respiratórios.

    ü  Pessoas com tosse e resfriados devem ficar longe dos bebês. Não cuspir nem espirrar perto da criança.

    ü  A ingestão freqüente de líquidos (água, chás, sucos, etc.) é muito importante para melhorar alguns sintomas. Os líquidos aliviam a secura da garganta, tornam o catarro menos espesso, desentopem o nariz e facilitam a expectoração. Tudo isso ajuda a aliviar a tosse.

    ü  Oferecer sucos ricos em vitamina C: abacaxi, mamão, melão, manga, laranja, lima, caju, cajá, maracujá, etc. Adoce-o com mel.

    ü  O vapor d’água facilita a dissolução do catarro, desentope o nariz e  facilita a respiração. É muito simples fazer a vaporização. Podem ser usados: uma tigela com água quente, o vapor do chuveiro, inalador ou vaporizador. Os pais devem ficar junto com a criança, ensinando-a a respirar pelo nariz. Essências não devem ser usadas durante a vaporização, exceto com indicação médica. Se você tiver o nebulizador, faça aerossol 3 vezes ao dia com soro fisiológico (veja receita abaixo).

    ü  As soluções salinas são ideais para lavar e desentupir o nariz e diminuir o catarro. E podem ser preparadas em casa, nas seguintes proporções: um copo de água tratada com uma colher de chá rasa de sal. Recomenda-se  ½ conta-gotas em cada narina. Usá-la morna.

    ü  A tosse é um mecanismo protetor. Ela é para por para fora o catarro. Não dê xaropes que “cortem” a tosse. Quando a criança estiver com tosse, ofereça a ela xaropes e chás caseiros, que aliviam a sensação de irritação da garganta. O xarope feito com partes iguais de mel e suco de limão pode ser oferecido a crianças com mais de 1 ano. O chá pode ser de guaco ou poejo.

    ü  Se febre, dar banho morno e aplique compressa úmida na testa, nuca e virilhas. Se febre acima de 37,8 oC, dar paracetamol (Termo-Ped ® ou Tylenol ®), uma gota por quilo de peso até de 6/6 horas.

    ü  Se diminuir o apetite, ofereça alimentos em quantidades menores e mais vezes. Não insista para que ela se alimente.

    ü  Deitar a criança com a cabeça e os ombros mais altos que o corpo.

    ü  Vacinar corretamente a criança.

    ü  Quando surgirem sinais preocupantes (ouvido purgando, febre persistente, canseira, palidez, lábios arroxeados, desânimo ou dificuldade de respiração por vários dias), procure atendimento e orientação médica.

     

    DICAS:

    ¨       Tomar muita água, chás e sucos.

    ¨       Manter o nariz da criança sempre livre de secreções, pingando uma solução salina.

    ¨       Cuidado para evitar queimaduras durante a vaporização.

    ¨       Evitar fumar dentro de casa.

    ¨       Manter a casa limpa e arejada.

    9/5/2009

    BOA POSTURA

    LEVE UMA VIDA SAUDÁVEL ATRAVÉS DE UMA BOA POSTURA

     

     

    INTRODUÇÃO

     

    Nas próximas linhas veremos como proteger nossa coluna em atividades diárias, identificando os vícios posturais mais freqüentes e corrigindo-os. A dor em grande número de casos está associada à falta de atividade física, vícios posturais e ao estresse emocional.

     

    DE PÉ, qual a melhor maneira de:

     

    a) Levantar e carregar pesos: Ao erguer um peso, abaixe-se flexionando os joelhos até em baixo sem curvar a coluna. Se o objeto for volumoso e pesado leve-o junto ao tronco. Se possível, coloque o peso em um carrinho e empurre-o, ao invés de carregá-lo.

     

    b) Elevar pesos, colocar ou retirar objetos: Se tivermos que elevar um peso acima da cabeça, estaremos agredindo tanto a cervical quanto a lombar. Deve-se, portanto, apoiar o peso no corpo e subir em uma escada ou banquinho para depositá-lo adequadamente.

     

    Quando tivermos que realizar atividades com os braços elevados, como os professores ao escrever no quadro negro, mantenha-os na altura do ombro ou no máximo até a altura da cabeça, utilizando uma escada, banco ou estrado, caso necessário. É recomendado também não se curvar para corrigir a lição do aluno, e sim atendê-lo na sua própria mesa.

     

    c) Trabalhar: Em profissões em que se precise trabalhar de pé, como dentistas, balconistas e outras usa-se um banco alto de apoio. No entanto, deve-se ter o cuidado de apoiar os pés no chão evitando curvar a coluna.

     

    d) Realizar atividades domésticas, trabalhos sobre mesa ou balcão: Evite trabalhar com o tronco totalmente inclinado. Em atividades como trabalhar em frente de uma bancada ou passar roupa, a mesa deve ter a altura suficiente para que a pessoa não se incline. Quando é necessário ficar muito tempo de pé, aconselha-se utilizar um pequeno suporte (± do tamanho de um tijolo) para colocar alternadamente os pés. Na pia do banheiro e ao fazer a cama, devemos dobrar os joelhos. Ao varrer ou aspirar o pó evite "torcer" a coluna.

     

    e) Trabalhar agachado, jardinagem: Ao trabalhar agachado procure flexionar os joelhos mantendo as costas retas. Se for possível, apoie uma das mãos em um dos joelhos. Outras alternativas são ajoelhar-se sobre uma das pernas e apoiar o tronco sobre a coxa, alternando entre uma perna e outra ou sentar em um pequeno banco.

     

    f) Carregar mochilas, compras, malas e outros objetos pesados: Mochilas devem ser presas às costas e não penduradas em um só ombro. As compras devem ser divididas em ambas as mãos. Malas e outros objetos pesados devem ser levados em um carrinho, que deve ser empurrado e não puxado.

     

    g) Caminhar Caminhe olhando para a frente, mantendo o abdômen contraído: O calçado ideal para o dia-a-dia deve ser fechado atrás para dar estabilidade ao passo, ter o salto de base larga e leve, com altura de no máximo 4 centímetros, e de preferência com amortecimento. Para caminhadas, utilize um tênis adequado.

     

    COMO SENTAR ADEQUADAMENTE

     

    a) O tipo de cadeira: Deve ter encosto reto de forma a apoiar a região média da coluna, com abertura para as nádegas. As coxas devem estar apoiadas suavemente em todo o assento com os joelhos em 90º e os pés apoiados no chão. Não devem ser usadas cadeiras reclináveis.

     

    b) Como sentar-se no trabalho, em frente a uma mesa ou digitando no computador: No trabalho, deve-se permanecer com as pernas debaixo da mesa, elevar o computador a uma altura adequada e ficar com os braços junto ao corpo. Neste caso, utilize um suporte para que o texto fique na altura dos olhos e em frente. A altura da mesa nem sempre é adequada, devendo-se então elevar o que está se fazendo de modo a não curvar muito a cervical e a dorsal. Quando estiver sentado nunca gire para pegar um objeto às costas. Não apoie o telefone entre a orelha e o ombro pois força a coluna cervical.

     

    c) Ao assistir TV e relaxar em casa: Não assista TV na cama, mas sentado adequadamente. Às vezes, enquanto assistimos TV, cochilamos sentados e a cabeça pende, ficando numa posição que leva à dor e à contratura muscular. Devemos então, manter a cabeça apoiada. Não devemos deitar de lado em um sofá, com a cabeça apoiada no braço do mesmo. Evite sentar-se no chão por não haver altura para as pernas.

     

    d) Fazer trabalhos manuais como costurar, bordar, tricotar: Para fazer trabalhos manuais utilize uma cadeira que tenha apoio para os braços ou o faça sobre uma mesa, caso contrário é como se estivesse com os braços estirados, tensionando a musculatura cervical e dorsal.

     

    e) Ao Ler: A leitura deve ser feita em frente de uma mesa com um apoio para o livro. Deficiências visuais devem ser corrigidas afim de não resultarem em posturas (do pescoço) inadequadas.

     

    f) Sentar para dirigir: O motorista deve usar os retrovisores ao invés de torcer o pescoço. Devemos regular o banco de modo a acomodar a coluna o mais próximo da posição vertical; a distância dos pedais não deve ser muito grande, para evitar a necessidade de esticar-se, o que também afeta a postura.

     

    COMO DORMIR DE MODO CORRETO

     

    a) Deitar e dormir: A posição ideal para dormir é a de barriga para cima e, alternativamente, a de lado. Evite dormir de bruços, pois o pescoço fica torcido e há sobrecarga da lombar. De lado, o ideal é dormir com uma perna sobre a outra, ambas semiflexionadas. Muitas vezes, não conseguimos manter um joelho sobre o outro, e encostamos o joelho que está em cima no colchão, o que causa uma torção. Neste caso, recomenda-se utilizar um pequeno travesseiro embaixo do joelho. O colchão não deve ser muito mole, pois não dá sustentação, e nem muito duro, pois os ombros e o quadril ficarão mal acomodados. As tabelas de densidade de espuma, que relacionam o peso e a altura da pessoa devem ser consultadas.

     

    b) Levantar: Como ao acordar a coluna está em relativo repouso, ao levantar-se procure fazê-lo calmamente afim de não agredir sua coluna e originar dores. Sem levantar a cabeça, fique deitado de lado, dobre as pernas e impulsione com a mão ao mesmo tempo que coloca as pernas para fora da cama.

     

    CliniPhys - Clínica de Fisiatria Ltda.

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    8/29/2009

    Dicas

    Dicas

    1. Em negócios, sempre faça as perguntas primeiro. Assim, você fica em posição de vantagem.
    2. Não seja escravo do dinheiro. Assuma seu poder sobre ele.
    3. O melhor propagandista de seu negócio é o seu cliente. Quando o cliente recebe mais que o combinado, fica com uma dívida com você.
    4. Todas as vezes que você diz que fará uma coisa e termina fazendo outra, você enfraquece seu poder pessoal.
    5. Cada um deve traçar sua própria trajetória rumo à redenção espiritual.
    6. Viver de bem com a vida é a arte de aproveitar cada momento do presente em seus detalhes mais ínfimos.
    7. Examine seus medos, exponha-os à luz da razão.
    8. As pessoas anseiam por seu reconhecimento. Se você optar por ver o lado positivo delas e as elogiar quando for adequado, elas se sentirão lisonjeadas, e você também sairá ganhando com isso.
    9. Quando sentimentos negativos são reprimidos, sentimentos positivos ficam reprimidos também. Isso pode causar indiferença e até por uma relação a perder.
    10. O mundo em que vivemos é muito caótico e barulhento e, às vezes é difícil saber onde foi parar a poesia da vida. Mas, se conseguir ficar em silêncio e ouvir, você a encontrará.
    Autor desconhecido (encontrei em meu acervo)

    8/15/2009

    Irritabilidade na criança

    irritabilidade

     

    Há significado no comportamento agressivo de uma criança (obviamente, depois de descartado algum problema médico), se o entendermos, não como uma doença, mas sim como uma reação de saúde a um ambiente em desequilíbrio, quer seja este conflituoso, ou carente de limites.

    Primeiro, imagine uma criança que viva num ambiente conflituoso, em que os pais não se entendem... ou estão sempre tão ocupados, que a família não consegue se reunir... ou se já se separaram, mas continuam brigando... ou ainda, numa casa que até parece a "casa da mãe Joana", e os pais não conseguem exercer seu papel de donos da casa, todos se intrometem, dando palpites, e a criança fica sem saber o que é certo, o que é errado, ou a quem obedecer ...

    Em outro caso,  à  medida que ela vai crescendo, todas as vezes que ela chora: atenção para ela! Todas as vezes que ela cai ou se machuca: atenção para ela! E as gracinhas? Ah, encanta a todos, não é verdade?

    Não podemos negar. Esta "escola" dá, à criança, um aprendizado e tanto... Ela se torna "mestre em ser o centro das atenções" ! E esta bagagem vai se transformando, gradualmente, num recurso disponível para ela utilizar nas novas situações de vida que forem surgindo.

    Na verdade, apesar de um vocabulário restrito e ainda em expansão, a criança tem uma sensibilidade aguçada e uma grande capacidade de percepção do que está se passando ao seu redor. Preocupa-se e, acredite , tenta buscar soluções: à sua maneira, de acordo com seu nível de maturidade e da bagagem que traz das experiências relacionais adquiridas anteriormente.

    Enfim, o que nós acreditamos e que afirmamos agora para vocês, é que a reação de agressão e da falta de limites, nos diferentes graus em que se apresenta, torna-se um pedido de socorro da criança aos seus pais. Por que, ao chamar atenção para o seu comportamento, ela faz com que, pelo menos naquele momento, os outros problemas que estão acontecendo sejam esquecidos, ou deixados de lado. Não é assim que acontece na maioria das vezes?

    Procurem decifrar o que ela está tentando dizer, indiretamente, com seu comportamento agressivo ou sem limites. Nenhuma criança faz nada à toa, há sempre um "para que" por trás das situações nas quais ela chama as atenções para si. Conversem! Reflitam sobre estas e outras questões pertinentes ao ambiente em que sua família está vivendo. Às vezes, até a situação da chegada de um irmãozinho , faz com que ela apenas esteja pedindo para ser vista, cuidada e incluída. E, se estiver difícil para vocês, procurem a ajuda de um profissional da área (por exemplo, uma psicóloga). Nada melhor do que ser ajudado para sair de uma situação de sofrimento. O sofrimento é desnecessário, e não precisamos ficar agarrados a ele, ou sermos arrastados por ele.


    Fonte: acervo da autora.

    8/3/2009

    O bebê deve ou não usar chupeta?

    Chupeta: usar ou não usar? Eis a questão

     

    A sucção nutritiva é uma função primordial para a sobrevivência do recém-nascido, pois é através da sucção que o bebê obtém seu alimento. Como a natureza é sábia, a sucção já está presente por volta da 18ª - 20ª  semanas de vida intra-uterina.

    Os bebês não necessitam de chupetas, com raras exceções (necessidade de sucção exagerada; problemas especiais, como certas síndromes genéticas, com flacidez da musculatura da boca ou da língua; bebês pré-termo, hipotônicos e/ou que apresentem dificuldade para sugar seio materno; etc.). Contudo, na maioria das vezes,  a ansiedade, o nervosismo e a intranqüilidade da mãe, faz com que ela utilize tudo que estiver ao seu alcance (em geral a chupetinha) para que seu filho pare de chorar.

    Chupar o dedo ou chupeta, ou usar os chamados objetos de transição, como os paninhos, é uma fase normal do desenvolvimento infantil. Dá segurança e prazer à criança. Normalmente, com o passar do tempo, elas deixam de precisar deles. Assim, quando mais cedo for retirada a chupeta, melhor.

    A dúvida (usar ou não usar a chupeta) começa a existir quando percebemos que além da função nutritiva, a sucção também é uma fonte de prazer. Nessa situação recomenda-se o uso de chupeta na tentativa de satisfazer a necessidade de sucção da criança, sem que ela mame excessivamente.

    Para os bebês nascidos de termo (37 a 40 semanas), que não apresentem dificuldade para amamentar, que evitem o uso da chupeta, principalmente, nos primeiros dias de vida, pois o bebê poderá fazer confusão de bicos (seio materno x chupeta) e apresentar dificuldade para sugar seio materno.

    Além disso, o uso da chupeta não ortodôntica, pode propiciar alterações da arcada dentária e conseqüentemente dificuldades na fala.

    É importante ressaltar que a sucção digital (dedo), também não nutritiva, é mais prejudicial para a arcada dentária e fala que a chupeta, portanto deve ser evitada. O bebê que chupa o dedo está suprindo uma necessidade de sucção, uma atividade que na maioria das vezes já vem desde a vida intra-uterina. Ao contrário da chupeta, aqui nada pode ser feito para impedi-lo. Amarrar as mãos do bebê ou passar substâncias de gosto desagradável não devem ser usados . Com o passar dos meses, pode-se tentar proporcionar ao bebê outras distrações , atividades e estímulos, que substituam o ato de sugar como fonte de prazer e segurança.

    Fontes:

    1)      Guia do Bebê, 01/02/2000 - Tânia A . L. Cardoso, Fonoaudióloga do Hospital e Maternidade Municipal Dr. Silvério Fontes
    Santos – São Paulo

    2)      Guia do Bebê, novembro de 2001 - Dr. Ruy do Amaral Pupo Filho
    Pediatra-neonatologista
    Consultor científico do Guia do Bebê

    8/2/2009

    Coleta de Leite Materno

    COLETA DOMICILIAR DE LEITE – ORIENTAÇÕES

     

    Obs.: Adaptado do Banco de Leite Humano do Hospital Materno Infantil, Secretaria do Estado da Saúde de Goiás (SUS)

     

    J As mães que estão trazendo leite devem estar sadias e produzindo uma quantidade grande de leite.

    J Procure alimentar bem, beber muito líquido (água, suco natural, chá, água de coco, etc.) para não diminuir a quantidade de leite. Relaxe, durma e descanse sempre que puder.

    J Se estiver em uso de algum medicamento, avise o pediatra. Alguns medicamentos não devem ser usados durante a amamentação.

    J Utilize os vidros de boca larga e com tampas de plástico. Ferva-os por mais ou menos 10 minutos. Deixe escorrer em pano de prato limpo. Feche o vidro e conserve-o na geladeira. Não coloque o leite em frascos de plástico, como por exemplo, garrafas de refrigerante, impróprios para esterilização.

    J Antes de retirar o leite do peito, lave as mãos e braços até o cotovelo com água e sabão. Escove as unhas. Lave as mamas e mamilos com água pura e seque com uma toalha limpa.

    J Retire as jóias das mãos e pulsos antes de lavá-las.

    J Reserve um lugar da casa limpo e tranqüilo para retirar o leite.

    J Retire o leite após a mamada ou quando as mamas estiverem muito cheias.

    J Durante a retirada do leite, evite conversar, tossir e espirrar. Coloque uma máscara (fralda) sobre a boca e nariz se você estiver resfriada.

    J Após coletar o leite, feche o vidro e coloque imediatamente na geladeira ou congelador. O leite poderá ficar na geladeira por 24 h, e no congelador ou freezer por até 15 dias, se necessário.

    J O leite recém-coletado poderá ser colocado sobre aquele que já está armazenado até completar o volume do vidro. Deixe aproximadamente dois dedos entre o leite e a tampa. Se encher muito, o vidro pode estourar.

    J Se o leite estiver congelado, transporte-o até a UTI dentro de uma caixa de isopor sem gelo.

    J Se o leite foi retirado a menos de 24 horas e estiver apenas gelado, transporte-o até a UTI em caixa de isopor ou saquinho plástico com gelo em volta.

    J A estimulação com a retirada, aumenta a sua produção.

    J Ao amamentar e trazer o seu leite, você estará fornecendo a nutrição ideal para o seu filho, que se recuperará mais rápido.

    7/25/2009

    Humanização em UTI neonatal

    HUMANIZAÇÃO DA UTI NEONATAL

     

                Um cuidado mais humano e individualizado com os RN deve ser assumido. Pois, esse ambiente tecnicista, sem calor humano e cheio de máquinas é um ambiente gerador de estresse. Esse estresse não somente atinge os profissionais de saúde, como também os recém-nascidos.

                Devido a esse ambiente estressante, o erro médico e da equipe de enfermagem é muito freqüente. Muito mais do que realmente gostaríamos. A probabilidade de erro com drogas, durante uma internação hospitalar (com grave repercussão para o paciente) é muito maior do que a chance de uma bagagem se extraviar no aeroporto. A chance de morrer no Hospital (erro com drogas) é muito maior que:

    ­  Acidente automobilístico (125/dia)

    ­  Acidente de avião (0,27/1 000 decolagens)

    Deve-se prevenir e atenuar todos os fatores geradores de estresse, racionalizar a manipulação do paciente, de tal modo que, os cuidados necessários sejam oferecidos, mas que se preserve períodos livres para o sono.

    As condições ambientais afetam o estado fisiológico e neuro-comportamental do bebê. É necessário remover um ambiente adequado, familiarizando-o e diminuindo a quantidade e intensidade de estímulos excessivos de ruído e  de luz. Deve-se tornar esse ambiente menos assustador e mais agradável. Por exemplo, decorar o ambiente e providenciar alguns brinquedos laváveis e sem risco para o bebê. Deve-se colocar o nome do bebê na incubadora.

    O ambiente humanizado favorece a estimulação visual do bebê, desenvolvendo a maturação neurológica e psíquica, prevenindo atrasos no desenvolvimento psicomotor e social.

     

    Repercussão do estresse na Uti neonatal para o RN

     

    Excesso de barulho:

                A Associação Americana de Pediatria recomenda: 55 dB (decibéis) durante o dia e 35 dB durante a  noite. Ruídos acima de 45 dB dentro das incubadoras devem ser considerados como preocupantes. Acima de 120 decibéis,  a sensação acústica chega a ser dolorosa.

    Nossa UTI é muito barulhenta: rádio, conversa, risos, telefone, passos, monitor cardíaco, ventiladores mecânicos, oxímetro, alarmes, banhos, aspiradores, mudança de decúbito, limpeza, etc. Os níveis de ruído em UTI giram em torno de 50-88 dB (= ruído do motor de um ônibus). Ruídos entre 70 – 80 dB são capazes de casar alterações fisiológicas: apnéia, bradicardia, desaturação, hipertensão, aumento do fluxo sangüíneo cerebral, taquicardia, etc. Causam também alterações psicológicas: irritabilidade, alterações do sono, fadiga, isolamento, estresse, alteração da função intelectual, etc.

    O ruído na UTI pode lesar estruturas do aparelho auditivo e até causar surdez (efeito potencializado por drogas ototóxicas como gentamicina, amicacina e furosemida).

    O conceito de que a incubadora protege o RN do barulho é errado. Veja abaixo:

     

    Exemplos de intensidade de ruídos

    Intensidade

    Exemplo

    Ruídos dentro da incubadora

    60

    Conversa normal

    Funcionando

    75

    Aspirador de pó

    Borbulhar da tubagem do VM

    85

    Trânsito intenso/telefone

    Bater com dedos

    90

    Motor de ônibus

    Fechar gaveta

    100

    Britadeira

    Fechar portinhola

    130

    Avião a jato a 30m de altura

    Queda da bandeja

    Outras fontes de ruído

    Fonte

    Intensidade (dB)

    Respirador

    65

    Oxímetro

    70

    Aspiração

    80

    Pacote luva

    86

     

    Pequenas mudanças de hábitos que podem diminuir a poluição sonora para o RN, diminuindo seu estresse e o tempo de suporte ventilatório:

    Þ       Diminuir o número de vezes em que se abre e fecha as portinholas das incubadoras.

    Þ       Não colocar objetos em cima das incubadoras;

    Þ       Não bater nas mesmas (dedos, mãos, etc.);

    Þ       Fechar e abrir portinholas com extremo cuidado;

    Þ       Cobrir paredes e teto da incubadora com pano isolante;

    Þ       Falar baixo (se precisar falar com alguém, dirigir-se até onde está a pessoa);

    Þ       Se possível, usar o aspirador de parede ao invés daquele de motor;

    Þ       Atender prontamente os alarmes e ao telefone;

    Þ       Retirar rádio, telefone e TV da área de cuidado aos bebês;

    Þ       Evitar autofalante no teto;

    Þ       Usar calçados de sola mole;

    Þ       Não arrastar cadeiras nem outros objetos;

    Þ       Ao comprar aparelhos para UTI, levar em conta a intensidade sonora dos mesmos, etc.

     

    Intensidade da luz:

    Os RNs são expostos a uma iluminação excessiva e constante para uma correta observação pelos profissionais.

    O efeito da luminosidade excessiva no neonato pode causar reações lesivas sobre estruturas óticas, podendo agravar                                                          a retinopatia e, ainda, faz com que o RN  feche os olhos e não consiga avaliar o ambiente e interagir com ele. A exposição a uma luz contínua desorganiza todo o ritmo circadiano hormonal.

    A luz cíclica que é a diminuição da luz durante a noite, ajuda o bebê a diferenciar o dia da noite, desenvolvendo o ciclo do sono-vigília. Ele também diminui o batimento cardíaco, melhora o estado organizacional do bebê, que dorme por mais tempo e favorece o ganho de peso.

    Sempre que possível, cubra as incubadoras com panos ou cobertores e apague um pouco das luzes.

     

    Excesso de manuseio:

    Toca-se o RN demais e muitas das vezes desnecessariamente. A maioria dos procedimentos são dolorosos.

    O excesso de manuseio é causa freqüente de: infecção, hipoxemia, apnéia, hipertensão, aumento da pressão intracraniana, alteração do fluxo sangüíneo cerebral, etc.

     

    “Imagine-se nu, sem defesa, em um quarto frio, barulhento, cheio de luzes e pessoas. Você está lutando para respirar e um gigante enfia um tubo em sua boca. Você fica nauseado e quer vomitar. Você tenta dormir um pouco, mas toda vez que isso acontece, alguém pensa que você está em coma e te sacode, só para ver se você acorda ou chora... Se você faz um movimento brusco, eles pensam logo  em convulsão. Freqüentemente vem alguém e te enfia uma agulha ou te espeta o calcanhar. Enormes mãos frias tocam no seu corpo e apertam sua barriga. Após alguns dias você está tão exausto que não consegue nem mais respirar... E você só pensa em dormir... dormir... dormir...”

     

    Conclusão:

                A tecnologia é muito útil. Porém, não é infalível. E, ainda, o cuidado individualizado do doente sobreviveu a todas as modas e é, de longe, muito valorizado pelo paciente e seus familiares.

                Às vezes o sucesso foge das nossas mãos, não por falta de vontade nem recursos, mas por não canalizar as energias numa única direção.

                Não é contraditório prescrever dobutamina para diminuir a freqüência cardíaca de um bebê e, ao mesmo tempo, permitir que o barulho, a dor, a luz, etc, lhe causem taquicardia? Faz sentido gastar em vancomicina se a pele machucada pelos esparadrapos está sendo a porta de entrada para o estafilococo?

                A perfeição do nosso tratamento consiste em primeiro lugar em restabelecer a saúde dos bebês, mas faremos melhor se for sem agressões, prontamente, suavemente e permanentemente.

     

    Fonte:

                  I.      Boletim Informativo Pediátrico – Enfoque Perinatal – Ano 21/2001, No. 64 – Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal – Hospital Regional da Asa Sul - HRAS

    7/23/2009

    ALTA DO RECÉM-NASCIDO

    alta Hospitalar do Recém-Nascido

    o   alta precoce aquela que ocorre dentro das primeiras 48 horas (h) pós-parto

    o   alta muito precoce aquela que ocorre dentro das primeiras 24 h

    o   tempo médio de internação para parto normal não complicado deveria ser de 48 h

    o   96 h para cesariana.

    “As altas não deverão ser dadas antes de 48 horas, considerando o alto teor educativo inerente ao sistema de Alojamento Conjunto e, ser este período importante na detecção de patologias neonatais”

    Desvantagens da alta precoce:
    1. Pouco tempo para orientar sobre o aleitamento materno e lidar com a ansiedade dos pais em cuidar do seu filho;
    2. Falha na identificação de problemas neonatais e maternos, como: icterícia, cardiopatias congênitas canal dependente, megacolo, obstruções gastrintestinais e endometrite, que podem se tornar aparentes durante os primeiros dias pós-parto e requerem um período de observação mais longo por pessoal qualificado e experiente;
    3. Falha na identificação de problemas nutricionais precoces;
    4. Não realização da triagem neonatal para erros inatos do metabolismo e hipotiroidismo;
    5. Maior número de re-internações conseqüentes à icterícia, desidratação associada à ingestão inadequada, hipertermia e sepse com agravos à saúde;
    6. Ausência de diminuição de custos, pois um programa adequado de seguimento ficaria tão caro quanto o prolongamento da internação.

    Todos os RN que recebem alta hospitalar antes de 48h devem ser examinados 48h pós-alta com a finalidade de:
    • Avaliar a saúde em geral, padrão alimentar, técnica de aleitamento, posição e pega adequadas, aceitação e saciedade, hidratação, grau de icterícia e identificar novos problemas;
    • Avaliar a adequada eliminação de urina e fezes;
    • Reforçar as técnicas materna ou familiar nos cuidados de higiene, posição de dormir, a qualidade da interação da mãe-filho e detalhes de comportamento;
    • Rever os resultados dos testes laboratoriais realizados antes da alta; • Encaminhar para serviço de atenção primária em saúde.

    Departamento de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda:

    • Alta hospitalar de RN de termo, estável, sem intercorrências, após 48 horas de vida;

    • Retorno ambulatorial 48 a 72 horas após a alta, para avaliação das condições de amamentação, detecção de icterícia e de outras possíveis intercorrências.

    A extensão da estadia deverá ser baseada em características únicas de cada binômio mãe-filho, incluindo a saúde da mãe, saúde e estabilidade do RN, habilidade e confiança da mãe para cuidar de si e de seu RN, o adequado suporte em casa e o acesso a seguimento qualificado. Todos os esforços devem ser feitos para que mãe e RN tenham a alta hospitalar juntos.

    Fonte:

    1)       http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_categoria=21&id_detalhe=1634&tipo_detalhe=s

    2)      Boletim Informativo: “Correios a SBP” - Relatora: Helenilce de Paula F. Costa

    7/19/2009

    Enurese noturna (e diurna) - Urinar na cama

    ENURESE

     

    É o ato de urinar na cama e nas roupas, de forma involuntária, não intencional, diurno ou noturno, após a idade de maturidade fisiológica.

    Início treinamento da criança: 18-23 meses (completa-se aos 30 meses, ou seja aos 2 anos e meio).

    Idade em que se considera normal:

    ¨       3-4 anos: diurno

    ¨       6 anos: noturno

    É duas vezes mais freqüente no sexo masculino. Há predisposição genética: se um dos pais teve o problema, 40 % dos filhos vão tê-lo. Se os dois tiveram, a chance sobe para 70%.

    Menos de 3% tem causa orgânica. Se for diurna e/ou secundária, pesquisar causa orgânica. Tratamento é indicado a partir de 5-6 anos. Só iniciar antes se:

    ¨       pais muito preocupados;

    ¨       criança com manifestação de sofrimento;

    ¨       sinais e sintomas de doença físicas.

     

    Pode confundir com:

    1)      Doenças das vias urinárias: cistites (inflamação na bexiga), uretrites, balanopostites, vulvovaginites, ITU (infeção urinária), cálculos  vesicais (pedras na bexiga); malformativas: atresia do meato urinário, mal posicionamento    urinário, anormalidade junção ou atresia ureteres; capacidade vesical alterada.

    2)      Doenças do intestino: constipação intestinal (“intestino preso”).

    3)   Urinar em excesso: anemia falciforme,     DM, diabete insípido.

    4)   Bexiga neurogênica.

    5)      Epilepsia noturna.

    6)       Deficiência mental.

    7)      Fatores ligados ao SNC.

    8)      Refluxo vaginal: obesas.

    9)      Fatores ligados ao sono e ao acordar: apnéia obstrutiva do sono (aumento de adenóides).


    É importante informar ao médico:

     

    Se o problema é diurno ou noturno, antecedentes paternos, início do sintoma, dinâmica familiar, constipação intestinal?, alterações urinárias, distúrbio do aprendizado, epilepsia, estresse, etc.

     

    Manejo:

    1.      Tranqüilizar a criança e tentar melhorar sua auto-estima. Assegurar-lhe que é possível chegar a uma melhora. A participação da criança é fundamental.

    2.      Os pais devem entender que o distúrbio não é intencional e que punição só diminui mais auto-estima da criança.

    3.      Tomar menos líquidos 2-3 horas antes de dormir.

    4.      A criança deve auxiliar na troca de lençóis e  limpeza da cama.

    5.      Durante o dia, fazer exercícios com a bexiga.

    6.      Uso de gráficos com anotações das noites secas e molhadas.

    7.      Esvaziar a bexiga ao deitar.

    8.      Despertar a criança  em horário regular uma a duas horas após adormecer.

    9.      Uso de medicação: indicada em casos em que se necessita de uma resposta terapêutica rápida. Só utilizá-la com ordem médica.

    10.  Avaliação psicológica: se não houver melhora com tratamento médico.


    Fontes:

    1. Pronap Ciclo III, NO. 3, 1999

    7/12/2009

    Uma Janela Para a Vida

    TRECHOS DO LIVRO: "UMA JANELA PARA A VIDA" DE DANIELE CRISTINA:


    "Não importa a idade que se tenha, devemos ser responsáveis sempre e os pais devem cobrar isso dos filhos... Em cada idade somos responsáveis pelas nossas escolhas. Por exemplo: uma criança de 5 anos deve ter a responsabilidade que cabe a ela. Nessa idade ela já tem noção do certo e do errado. Os pais têm grande responsabilidade nessas escolhas. Muitos têm medo de impor limites e pensam que isso pode significar falta de amor.

    Eles se esquecem de que se não educarem, se não mostrarem os limites e a diferença entre o certo e o errado, a vida irá colocar esse limite. Porém, a vida "bate" e ela não tem dó, ela nos ensina de uma forma muito mais sofrida. Seria muito melhor se os pais, com todo amor, nos ensinasse a a errar menos. O "não" com amor é melhor do que o "sim" disfarçado, muitas vezes pela consciência pesada por não ter tempo. Ultimamente os pais não têm tempo para a brincadeira, para o diálogo, para o afeto, então vão dizendo "sim", vão enchendo os filhos de presentes e, amanhã, alguns se transformarão em adultos deprimidos, a maioria vai cometer os mesmos erros com serus filhos, pois não sabem dar o que não conhecem, o que não receberam.
    ...
    Aprenda a enxergar, pois as pessoas vão perdendo a visão com o tempo, vão deixando de ver o por do sol, o arco-íris, as flores multicores e de admirar as belezas que o cercam. Com isso, a vida vai perdendo o sentido, deixamos de dar valor a pequenas coisas, como um sorriso, andar descalço... O homem faz da vida algo triste, uma correria em busca do "ter" e, assim, o "ser" fica para depois... Muitas vezes buscamos a felicidade no material, no poder, mas a felicidade está nas pequenas coisas, na simplicidade da vida... Convido você a observar a vida, a observar o grande atelier que é esse imenso jardim..."

    6/27/2009

    VACINAR OU NÃO VACINAR

    IMUNIZAÇÕES

    ☻A criança deve ser vacinada mesmo nas seguintes condições:

     

    ü  Doenças leves, mesmo com febre até 38,5 oC.

    ü  Desnutrição.

    ü  Prematuro (aguarda peso maior que 2 000 g, para aplicar BCG).

    ü  Doença infecciosa recente.

    ü  Convalescença de doença aguda.

    ü  Amamentação.

    ü  Gravidez da mãe ou outro contato.

    ü  Alergia à penicilina.

    ü  Alergia inespecífica, pessoal ou familiar.

    ü  Reação anterior no local da vacina.

    ü  História familiar de convulsão.

    ü  História familiar de morte súbita.

    ü  História familiar de efeito adverso à vacinação.

    ü  Uso de antibiótico.

    ü  Uso de corticóides em doses baixas.

     

    ☺Contra-indicações às vacinas

     

    ü  Presença de doença moderada ou grave, acompanhada ou não de febre.

    ü  Alergia aos componentes da vacina (ovo, neomicina, estreptomicina).

    ü  As vacinas que contêm agentes vivos (sarampo, pólio, rubéola, coqueluche e varicela) são contra-indicadas para: indivíduos com imunodeficiência (congênita ou adquirida), gestantes e pacientes que receberam hemotransfusão (aguardar 3 meses).

    ü  As vacinas contra sarampo e caxumba devem ser evitados em pacientes com reação alérgica ao ovo de galinha (discutível, atualmente).

    ü  A vacina contra a coqueluche é contra-indicada após 7 anos de idade e em indivíduos com reações neurológicas após vacinação com a tríplice (hipotonia hiporresponsiva até o 2º dia após, convulsão nos 1os. 3 dias ou encefalite em 7 dias).

    ü  A BCG não deve ser aplicada em crianças com peso inferior a 2 000 g.

    ü  BCG é contra-indicada em pacientes com AIDS.

    ü  Hepatite B => contra-indicações:

    1.      Reação alérgica a dose anterior dessa mesma vacina.

    2.      Se mãe portadora de Hepatite B, vacinar, independentemente do peso.

    ü  Vacina contra pneumococo (23-valente) => contra-indicações:

    1.      Crianças menores de 2 anos.

    2.      Reação alérgica a dose anterior.

    3.      Gestante.

    ü  Vacina contra influenza não deve ser aplicada em crianças menores que 6 meses.


    Fonte: acervo da autora.

    6/20/2009

    ICTERÍCIA ("tiriça") = HIPERBILIRRUBINEMIA E FOTOTERAPIA

    ICTERÍCIA

     

    Coloração amarelada da pele e escleras (olhos) que pode ou não significar doença. Á medida que ela aumenta, "desce" para o resto do corpo.

    Ocorre pelo aumento dos níveis de bilirrubina. A bilirrubina é um pigmento biliar amarelo e subproduto da destruição das hemácias. Portanto, ela tem sua origem nas células vermelhas e é transportada pelo plasma. Vai para o fígado onde é transformada para ser eliminada pelo intestino.

    Quando o bebê nasce ele tem um número de células vermelhas elevado e a duração dessas células é menor que no adulto e crianças maiores, assim ocorre maior destruição dessas.

    Ocorre em 50-65% dos bebês de termo (“de tempo”) e 80% dos prematuros.

    A icterícia pode ser fisiológica (“normal”) ou por doença.

    A icterícia fisiológica manifesta-se 48 a 72 horas pós o nascimento. As causas são: circulação hepática diminuída, carga de bilirrubina aumentada, captação hepática de bilirrubina plasmática reduzida, conjugação da bilirrubina diminuída e excreção de bilirrubina diminuída. Quanto menos o bebê mamar, maior incidência de icterícia. Ela surge também se o bebê demora evacuar, ocorrendo reabsorção da bilirrubina que está no intestino para ser eliminada.

    Quando significar doença, geralmente se manifesta nas primeiras 24 horas após nascimento. A causa pode ser: diferença de sangue entre mãe e bebê, alterações genéticas das células vermelhas, excesso de células vermelhas, alteração do fígado ou da vesícula biliar, hepatite, infecção, demora do inicio da alimentação, parada do funcionamento intestinal, desidratação, etc.

    Tratamento: a fototerapia (“banho de luz”) é uso da energia luminosa para transformar a bilirrubina em produtos que podem ser transportados pelo sangue e eliminados pelo intestino.

    Icterícias graves são tratados com exsanguineotransfusão que seria, de certa forma, “a troca de sangue”.

    Os casos não tratados podem evoluir para Encefalopatia Bilirrubínica que é o resultado clínico da toxidade da bilirrubina às células do sistema nervoso central e é denominado de Kernicterus. Nesse caso, o bebê pode apresentar: letargia, hipotonia, sucção débil, no início. Evoluindo para irritabilidade, hipertonia, convulsão, perda da audição, como profundo, paralisia cerebral.

    Para evitar casos graves: realizar pré-natal adequadamente, não dar alta para o RN com menos de 48 h de vida pois o pico de icterícia 3º. – 4º. dia de vida, amamentar o bebê precocemente.

    Fatores de risco para icterícia: doença hemolítica isoimune, deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, asfixia, letargia, instabilidade térmica, sepse, acidose, hipoalbuminemia.

    RN com alto risco de desenvolver hiperbilirrubinemia grave: IG entre 35-37 semanas, alta precoce, bebês que recebem exclusivamente SM sem orientação, perda de peso > 15%, comorbidades, icterícia nas primeiras 24 h de vida, incompatibilidade por grupo sangüíneo, doenças hemolíticas conhecidas, filho anterior necessitou fototerapia, cefalohematoma ou hematomas extensos, raça asiática oriental, etc.

    RN com médio risco: idade gestacional 37-38 semanas, icterícia observada antes da alta, filho macrossômico de mãe diabética, idade materna ≥ 25 anos, sexo masculino, etc.


    FOTOTERAPIA


    A eficácia da fototerapia depende de uma série de fatores, sendo os principais:

    ·         Superfície corporal exposta à luz: como a fototerapia age na pele do RN, pode-se deduzir que a superfície corporal exposta à luz é uma determinante importantíssima na sua eficácia. Quanto maior a área irradiada, maior a eficácia terapêutica. Um modo de aumentar a superfície corporal exposta à luz é

    o    A utilização de focos adicionais de fototerapia (fototerapia dupla ou tripla).

    o   O uso de fraldas deve estar limitado à área perineal ou, melhor, dispensar o uso de fralda.

    ·         Irradiância (é a potência óptica da luz emitida pela fototerapia, ou seja, é a quantidade de energia luminosa incidente sobre o RN): quanto maior a energia liberada, maior e mais rápida é a queda na concentração sérica de bilirrubina.

    o   A distância entre a luz e o paciente também interfere. Quanto mais próxima a fonte luminosa do paciente, maior a eficácia (dependendo do tipo de lâmpada pode ocorrer queimadura).

    o   Superfícies refletoras colocadas abaixo do RN ou lateralmente (espelho parabólico, filme refletor, folha de alumínio ou tecido branco) têm sido usadas com sucesso para aumentar a irradiância (porém, podem aumentar o risco de sobreaquecimento).

    o   Nas fototerapias que utilizam lâmpadas fluorescentes, a irradiância emitida é proporcional ao número de lâmpadas (deve-se ter certeza que todas as lâmpadas estão acesas)

    o   E as lâmpadas de luz azul produzem queda mais rápida e acentuada dos níveis séricos de bilirrubina do que a obtida com luz branca.

    o   O uso de incubadoras umidificadas produz altas concentrações de vapor d’água interferindo na eficácia da fototerapia.


    EFEITOS ADVERSOS RELACIONADOS À FOTOTERAPIA

     

    ×          Aumento da perda insensível de água, levando à desidratação;

    ×          Instabilidade térmica, principalmente em prematuros;

    ×          Hiperaquecimento;

    ×          Hipermotilidade intestinal;

    ×          Diarréia;

    ×          Síndrome do bebê bronzeado (se RN com hiperbilirrubinemia direta);

    ×          Erupções bolhosas ou, raramente, purpúricas;

    ×          Eritema cutâneo;

    ×          Dificuldade de manuseio do RN;

    ×          Maior risco de leucemia mielóide;

    ×          Danos ao DNA de leucócitos mononucleares;

    ×          Suspeita-se que é fator de risco para nevos na infância;

    ×          Pode ter impacto negativo em diversas partes do sistema de defesa oxidante/antioxidante envolvidos, por exemplo, na broncodisplasia pulmonar e retinopatia da prematuridade;

    ×          Nos últimos anos, a fototerapia tem sido associada a:

    ¨   Diabetes tipo 1

    ¨   Asma

    ¨   Alterações do débito cardíaco

    ¨   Alterações na velocidade do fluxo sanguíneo cerebral

    ¨   Alterações na excreção renal de cálcio

    ¨   Alterações na resistência vascular renal.

    Fontes:

    1.        Atualização no Tratamento da Hiperbilirrubinemia – Slides da ULBRA (colhido na Internet).

    2.        ABORDAGEM DO RECÉM-NASCIDO COM HIPERBILIRRUBINEMIA INDIRETA - MARIA ESTHER JURFEST CECCON, Prof. Livre-Docente em Pediatria-FMUSP – Aula (colhido na Internet).

    3.        IX Congresso Nacional de Pediatria - Outubro de 2007 – Icterícia no RN.

    4.        1ª. JORNADA DE PEDIATRIA CLÍNICA E AMBULATORIAL - 1º. SIMPÓSIO GOIANO DE NEONATOLOGIA- 22 a 23 de junho de 2007.

    5.        Programa de Atualização em Neonatologia (PRORN), organizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria – Porto Alegre: Artmed/Panamericana Editora, 2003.

    6.        PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO EM NEONATOLOGIA (PRORN) organizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Porto Alegre: Artmed/ Panamericana Editora, 2004. Sistema de Educação Médica Continuada a Distância (SEMCAD).

    7.        NEONATOLOGIA, Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP). Geisy de Soza Lima, Taciana Duque de Almeida Braga, Jucille do Amaral Meneses - Editora: Guanabara Koogan. C

    8.        CUIDADOS INTENSIVOS NO PERIÓDO NEONATAL/ (coordenação) João Fafio Júnior... (et. AL). São Paulo: SARVIER, 1999.

    9.        ENFERMAGEM NA UTI NEONATAL. Assistência ao recém-nascido de alto risco, Raquel Nascimento Tamez, Maria Jones Pantoja Silva. Guanabara Koogan 2ª ed.

    10.     OLIVEIRA, REYNALDO OMES de – 3. ed. Blackbook – Pediatria / Reynaldo Gomes de Oliveira, Belo Horizonte: Blackbook Editora, 2005.

    11.     PARANÁ SECRETÁRIA DE ESTADO DE SAÚDE Manual de atendimento ao recém-nascido de risco / Secretária de Estado de Saúde – Curitiba: SESA, 2004.

    12.     Manual de Neonatologia - Departamento de Pediatria – UFPR - 3ª Edição, 2.000.

    FEBRE

    FEBRE

     

    O que é febre? É o aumento anormal da temperatura do corpo.

    A febre não deve ser considerada um inimigo. Ela é um alarme. Sua finalidade é avisar que o organismo não está funcionando bem ou que está sofrendo alguma agressão.

    A febre é apresentada como uma situação importante, que merece atenção, mas que na maioria das vezes é decorrente de doenças de simples e fácil controle. A maioria é por resfriado ou gripe. É importante observar como fica o estado geral da criança nos períodos entre os picos febris (se ela fica ativa, brinca e melhora o humor, não precisa tanta preocupação).

    Só se considera febril, temperatura acima de 37,5 oC.

    Temperatura normal: 36,2 – 36,9 oC

    Febrícula: 37 – 37,5 oC

    Febre baixa: 37,6 – 38,5 oC

    Febre moderada: 38,6 – 39,5 oC

    Febre alta: acima de 39,5 oC

    Causas:

    ·        Desidratação.

    ·        Ambientes quentes e abafados.

    ·        Infecções.

    ·        Reação às vacinas.

    Sinais que indicam febre:

    v  Pele avermelhada e quente ou mesmo pálida.

    v  Suor excessivo

    v  Tremores e/ou calafrios.

    v  Respiração lenta ou muito rápida.

    v  A criança fica mais largadinha (“molinha”).

    v  Aumentam os batimentos cardíacos.

     

    Antes de tomar providências, Meça a  temperatura a cada 30 minutos e anote. Em caso de dúvida, procure um médico. Mantenha a calma perante a febre. Só existe urgência em diminuir a febre se essa for acompanhada por convulsão. Os sinais de doença que vem junto com a febre são mais importantes que a própria febre: falta de ar, dor para urinar, irritabilidade excessiva, prostração mesmo sem febre, etc.

    Quando procurar o médico:

    1.      Criança menor que 3 meses de idade.

    2.      Temperatura muito elevada por mais de 24 horas, sem causa aparente.

    3.      Febre por mais de 72 horas, em qualquer doença.

    4.      Criança portadora de doença crônica: cardiopatia, leucemia, imunodeficiência, etc.

    5.      Presença de outros sintomas importantes além da febre.

    6.      Febre acompanhada de convulsão.

    7.      Febre acima de 39,5 oC.

    8.      Choro inconsolável, confusão mental, presença de comportamento diferente ou  agitação.

    9.      Presença de  problemas para respirar.

    10.  Presença de  pescoço rígido.

    11.  Presença de  manchas vermelhas em qualquer parte da pele.

    12.  Presença de queimação ou ardor para urinar.

    Cuidados que ajudam a baixar a febre:

    q  Banho de água morna a 37 oC, durante 20 minutos. Deixe a criança dentro da banheira por algum tempo.

    q  Depois do banho, não enxugue a água, deixe que a ela se evapore da pele. Faça isso longe de correntes de ar.

    q  Nunca utilize álcool nem água fria nem gelada.

    q  Mantenha a criança deitada.

    q  Evite roupas quentes ou muito fechadas. Use pouca roupa.

    q  Evite cobrir com cobertas ou cobertores pesados. Use apenas um lençol.

    q  Mantenha  o quarto sempre bem arejado.

    q  Dê bastante água fresca e suco de frutas.

    q  Se não resolver, procure seu médico ou um posto de atendimento.


    Fonte: acervo da autora.


    6/17/2009

    Diarréia

    DIARRÉIA [LSS1] 

     

                Diarréia é a perda aumentada de água e sais minerais pelas fezes, ou seja, eliminação de 3 ou mais evacuações com fezes líquidas ou semilíquidas em 12 horas, ou pelo menos uma evacuação semilíquida com muco ou sangue.

                Desidratação: quando há perda excessiva de água do organismo. Pode ser provocado por diarréia, vômitos, febre, suor excessivo, urinar em excesso, etc.

                Causas da diarréia: micróbios (vírus, bactérias, ameba, giárdia, etc.), vermes, intolerância alimentar (excesso de doces), ingestão de tóxicos, uso de medicamentos, uso de laxantes, intoxicação alimentar, defeitos do intestino, psicológica, doenças do intestino e de glândulas.

                Como evitar:

    1.    Dar leite de peito para a criança até um ano de idade. O leite materno é uma ótima vacina contra várias doenças.

    2.    Lavar as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos, antes das refeições, após ir ao sanitário, antes de amamentar e após trocar o bebê.

    3.    Oferecer outros alimentos só a partir de 6 meses. Nem água é necessário se bebê recebe apenas leite materno.

    4.    Assegurar que a criança coma o suficiente para que ganhe peso. Dar comidas leves e nutritivas.

    5.    Usar sempre alimentos limpos e frescos, preparados pouco antes das refeições.

    6.    Tomar água filtrada, fervida ou clorada (para clorar: colocar 4 gotas de hipoclorito de sódio a 2% em 1 litro de água).

    7.    Eliminar fezes e urina em privada ou sanitário e conservá-lo sempre limpo.

    8.    Se não existir privada nem vaso, evacuar longe de casa e da água de beber (se for cisterna) e enterrar fezes.

    9.    Ingerir apenas alimentos limpos (deixá-los  em 1 litro de água com uma colher de vinagre por 30 minutos).

    10. Manter o lixo em recipiente sempre tampado. Se não houver coleta, enterrar ou queimar o lixo.

    11. Combater moscas e baratas.

    12. Manter a cozinha sempre limpa. Tampar as panelas e os alimentos.

    13. Manter as unhas cortadas e limpas.

    14. No calor, colocar roupas leves e frescas na criança e dar vários banhos ao dia.

    15. Cozinhar bem as carnes.

    16. Lavar bem os objetos que a criança leva a boca.

    17. Ferver o leite de 5 a 10 minutos, se for leite pasteurizado.

    18. Lavar bem a chupeta da criança, sempre que cair no chão.

     

    Se a criança apresentar diarréia, seguir as orientações:

    Þ   Não dê remédio,  principalmente para "cortar" a diarréia, pois ela desaparece sozinha, geralmente, em 7 dias.

    Þ   Continue com a alimentação normal. Não force, nem agrade para comer. Respeite sua vontade e sua falta de apetite. Dê refeições em menor volume e com mais freqüência.

    Þ   Ofereça líquidos freqüentemente: água, suco (da fruta, preparado na hora de tomar), água de coco, água de arroz, soro oral ou chá.

    Þ   Diminua o açúcar da alimentação, não dê alimentos industrializados, guloseimas nem refrigerantes.

    Þ   Após cada evacuação amolecida, ofereça soro oral à vontade. Pelo menos 10ml por cada quilograma de peso, de cada vez. O soro deve ser dado de qualquer jeito: no  copo, mamadeira, com colher, com canudinho ou até com o conta-gotas. Dê pequenos volumes de 15/15 minutos. Usá-lo gelado; o sabor fica melhor.

    Þ   Se a criança vomitar, espere 10 minutos e comece a dar o soro aos poucos.

    Þ   Deixe o soro preparado. Veja  as receitas abaixo. Prove o soro. Ele deve ter o gosto de uma lágrima.

     

    1. 1 litro de água + 3 colheres de sopa de farinha de arroz ou fubá ou farinha de   mandioca ou farinha de trigo ou Maizena®  + 3 pitadas de sal. Cozinhe por 5 minutos.
    2. 1 pitada de 3 dedos de sal, um punhado ou 1 colher chá de açúcar e 1 copo cheio de água (250 ml);
    3. usando a colher medida do posto de saúde, ponha 2 conchas grandes  de açúcar e 1 concha  pequena de sal num copo cheio de água.
    4. 750 ml de água (= 3 mamadeiras cheias) + 3 medidas de açúcar  + 1 medida  de sal (usar uma tampinha de refrigerante, como medida).

      

    ·         O defeito do soro caseiro é não ter potássio. Para fornecê-lo, prepare o soro em água de cozimento de verdura e legumes, dê mamão, banana, água de coco maduro ou verde, laranja, tomate, limão, rapadura ou abacaxi.

     

    Þ  Alguns alimentos ajudam na recuperação da diarréia ("prendem" o intestino e são de fácil digestão): abóbora peneirada, gelatina, cenoura cozida, carne de frango, cará, iogurte caseiro, batata, chuchu, mandioca, caldo de feijão, lentilha, banana cozida ou madura, caju, goiaba, limão, maçã sem casca, pêra sem casca, ovo cozido, torradas, maracujá, arroz, Maizena, bolacha de sal, fubá, mamão, tomate, rapadura, abacaxi, canja de arroz com frango e batata, etc.

    Þ  Prepare "água de arroz": pegue 1 litro de água e 6 colheres de sopa de arroz cru, ferva por 30 minutos e coe. Use a água coada pura, com o pó do soro oral, com fruta, com a mamadeira, com um pouco de açúcar ou um pouco de sal.  Use o  arroz que sobrou como papinha.

    Þ  Chá de maçã: Fatie uma maçã sem casca. Cozinhe-a em meio litro de água por 10 minutos. Amasse a maçã na própria água. Coe. Adicione suco de meio limão. Melhor sem adoçar.

     

                Obs.: Sinais de Perigo:

    {  diarréia há mais de 5 dias;

    {  vômitos repetidos;

    {  muita sede;

    {  febre alta;

    {  falta de apetite;

    {  sangue nas fezes;

    {  prostração;

    {  tempo prolongado para urinar.


    Fontes:

    1.       Folheto da coleção “Criança é Vida” – Schering Plough

    2.       Folhetos da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia – GO

    3.       Assistência e Controle das Doenças Diarreicas – Folheto da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia – GO

    4.       Treinamento básico para assistência integral à saúde da criança – Módulo  IV – Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia – 1993.

    5.       Falando de Diarréia – Ed. Paulinas – Vol. 2

    6.       Falando de Diarréia – Ed. Paulinas – Vol. 1

    7.       Pediatria Básica – Eduardo Marcondes

    8.       Folheto Wyeth

    9.       Revista Saúde – Editora Abril – março 2003

    6/14/2009

    REFLUXO GASTROESOFÁGICO

    REFLUXO GASTROESOFÁGICO E DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO

    Quando o recém-nascido regurgita com muita freqüência, cerca de 25% dos pais procuram auxílio médico devido ao temor de que seja sintoma de alguma doença. É necessário que os pais compreendam que a regurgitação é um fenômeno natural do desenvolvimento, fazendo parte da maturação neurológica do trato gastrintestinal. Se as regurgitações são freqüentes e há repercussão sobre seu crescimento e sua qualidade de vida haverá, então, motivo para preocupação.

    Portanto, o refluxo gastroesofágico (RGE) é um evento fisiológico em recém-nascidos a termo e prematuro, fazendo parte do desenvolvimento normal da criança. Caracteriza-se pelo movimento retrógrado involuntário do conteúdo gástrico para o interior do esôfago, da orofaringe ou da boca.

    Cabe ao pediatra entender o significado do quadro do recém-nascido e da família que o procura para orientá-los de forma adequada e instituir medidas diagnósticas e terapêuticas se necessárias.

    O mecanismo predominante do RGE é o relaxamento transitório do esfíncter inferior do esôfago (junção entre estômago e esôfago).

    REFLUXO GASTROESOFÁGICO FISIOLÓGICO

    A maioria dos episódios de refluxo (chamados de refluxo fisiológico) não causa sintomas e é de curta duração, com o conteúdo gástrico alcançando apenas o esôfago distal. Nos primeiros meses de vida, o refluxo pode estar associado à regurgitação (saída do conteúdo gástrico refluído através da boca) ou com vômitos ocasionais (expulsão, com força, do conteúdo gástrico, através da boca). Esses episódios não estão associados a sintomas nem à alteração do crescimento. A criança apresenta-se saudável, crescendo bem e feliz. Geralmente, esses bebês têm livre acesso ao seio materno, muitas vezes para manter o contato físico com sua mãe, o que pode aumentar o volume intragástrico e favorecer a regurgitação como forma de auto-regulação do conteúdo gástrico.

    A regurgitação pode ocorrer duas ou mais vezes ao dia em quase 50% das crianças até os dois meses e em1% naquelas com cerca de um ano. Portanto, há resolução espontânea com o crescimento e desenvolvimento da criança.

    DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE)

    Recém-nascidos saudáveis ou doentes não diferem pela presença ou ausência de refluxo, mas, sim, quanto à freqüência, à duração e à intensidade do material refluído e à sua associação com sintomas e complicações.

     O grau de acidez e a quantidade do conteúdo refluído para o esôfago é o principal fator para o desenvolvimento dos sintomas e das complicações que caracterizam a doença do refluxo.

    O refluxo torna-se patológico (DRGE) quando é responsável pelo desenvolvimento de complicações e (ou) lesões esofágicas.

    O RGE torna-se DRGE quando a freqüência, duração e intensidade do material refluído são elevadas e associam-se a complicações, a “sintomas mais graves”, como: regurgitações e vômitos muito freqüentes, recusa alimentar, vômitos com sangue, problemas respiratórios, apnéia (ausência de respiração), bradicardia (queda da freqüência cardíaca), disfagia (dificuldade para engolir), anemia, irritabilidade excessiva, choro constante, atitude de dor.

    FATORES QUE PODEM FAVORECER A INCIDÊNCIA DE RGE:

    ·         distensão gástrica (decorrente de alimentações freqüentes e volumes maiores);

    ·         esforço abdominal (tosse, choro, roupa apertada, fralda apertada, etc.);

    ·          prematuridade (imaturidade funcional do esôfago);

    ·         posição do bebê: posição supina (barriga para cima) e decúbito lateral direito;

    ·          uso de sonda naso ou orogástrica: mantem esfíncter sempre pérvio;

    ·         uso de alguns medicamentos que podem estimular a secreção ácida gástrica e aumentar a incidência de refluxos ácidos (ex: metilxantinas);

    ·         hipóxia neonatal, por destruição de células nervosas, dificultando comunicação entre fibras nervosas do sistema nervoso entérico e nervo vago;

    ·         doença pulmonar crônica: leva a esforço inspiratório aumentado, aumentando a pressão intra-abdominal;

    ·         atresia de esôfago e hérnia diafragmática após correção: alteração da motilidade esofágica, desenvolvimento inadequado ou má posição do esôfago após reparo e pressão abdominal aumentada após retorno das vísceras ao abdome;

    ·         alergia à proteína do leite de vaca;

    ·         erros inatos do metabolismo (galactosemia e frutosemia);

    ·         doenças infecciosas neonatais;

    ·         uso de fórmulas lácteas (Nan, Nestogeno, etc.): aumenta o tempo de esvaziamento gástrico, distendendo o estômago e, ainda, promove maior saciedade, prolongando o intervalo entre as mamadas;

    ·         choro excessivo: tem efeito mecânico e neuro-hormonal - ocorre estresse psicológico, dismotilidade esofágica, contratilidade gástrica incoordenada, esvaziamento gástrico atrasado, aumento da pressão abdominal, aumenta o intervalo entre mamadas, pois há impedimento de amamentação durante o choro.

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    file:///D:/Imagens/zDoctors/Gastro/ANES000M.DIB

    Fonte:

    PRORN/organizado pela SBP – Porto Alegre: Artmed/Panamericana Editora, 2003.

    Imagens: arquivo da autora (Fonte: provavelmente Editora Globo).



    6/12/2009

    CONSTIPAÇÃO = INTESTINO PRESO = "PRISÃO DE VENTRE"

                                                                   CONSTIPAÇÃO

    (Obstipação - "Prisão de ventre" - Intestino preso)

     

                    O que é? É a eliminação de fezes endurecidas, com esforço, dor ou dificuldade, independentemente do intervalo de tempo entre as evacuações.

                    Pode provocar fissuras anais e até doença das hemorróidas.

    Existem muitas causas (hereditário, medo de evacuar, doenças, alguns remédios, etc.) para a constipação, mas a principal é a alimentação inadequada. O intestino só trabalha bem quando a quantidade de fibras da dieta é suficiente.

     

                    Orientações:

                    A criança para ter um bom funcionamento intestinal deverá:

    Ser amamentada ao seio, o máximo de tempo possível.

    Ficar cerca de 20 minutos no vaso sanitário após uma refeição (almoço ou jantar) ou de manhã, ao levantar.

    Ter livre acesso ao banheiro e condições para apoiar os pés durante a defecação.

    Beber líquidos com freqüência (água, suco, chá e água de coco).

    Tomar, no máximo, meio litro de leite por dia.

    Comer em horários regulares.

    Praticar exercício físico (não ficar diante da televisão todo o tempo - máximo 2 h por dia).

    Respeitar a vontade e o horário para evacuar (não ficar "segurando" as fezes).

    Proteger o ânus com vaselina, ao evacuar, se necessário.

    Evitar alimentos industrializados.

    Obs. 1: Estas orientações deverão ser aplicadas de acordo com a idade da criança. Introduzir pelo menos um alimento da lista acima em cada refeição, todos os dias.

    Obs. 2: A ingestão habitual de fibras evita doenças que acometem adultos e idosos: câncer de intestino, diabetes e hemorróidas e diminui os níveis de colesterol no sangue. Além de evitar doenças cardíacas.


    Fonte: acervo da autora.

    6/10/2009

    TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM

    TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM

    Há dificuldade escolar com baixo rendimento em uma ou mais das habilidades em leitura, expressão escrita (soletrar) ou matemática.
    Excluir problemas mentais (retardo), alterações visuais e auditivos.
    Aparece nos primeiros anos de escolaridade.
    Evolui de forma persistente e não melhora nem com professor particular.
    Os transtornos graves na leitura e escrita (dislexias) acompanham o indivíduo na fase adulta; não impedindo estudos universitários desde que seja feita a devida adaptação.
    Levar a criança para avaliação neurológica e pedagógica.

    Fonte: Pediatra In, Vol 14, No. 4, Agosto 2008.